Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 17/11/2020
Conforme a Geografia, os países, ao passar dos anos, apresentam variações nas suas taxas de natalidade e mortalidade, fato esse que implica em mudanças na pirâmide etária. Frente a isso, no caso do Brasil, devido aos avanços dos métodos preventivos, há uma predominância do grupo idoso sobre os demais. Destarte, o país deve enfrentar os desafios para a inclusão do referido grupo no ensino superior, dentre eles, destaca-se a preservação da qualidade de vida dos idosos e a falta de estrutura adequada para esse público nas instituições de ensino.
Em primeira análise, consoante as pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde, nos próximos 30 anos, três em cada quatro pessoas terá problemas cardíacos, e/ ou obesidade, e/ou diabetes, mesmo com a popularização da prática de exercícios físicos no mundo digital. Isso porque a internet e as comidas industrializadas têm sido utilizados de maneira expressiva entre os brasileiros, o que gera um consumo elevado de gorduras e açúcares, insônia e crises de ansiedade. Com isso, nota-se que o Estado brasileiro precisa priorizar a preservação da saúde da população, posto que, quando ela envelhecer, ainda haverá condições, física e psicológica, de adentrar no ensino superior.
Em segunda análise, de acordo com as reportagens do Jornal da Globo, as salas de aula das Universidades Públicas brasileiras raramente tem elevadores à disposição dos alunos e materiais didáticos direcionados àqueles de mais idade. À vista do apresentado, verifica-se um desafio para inclusão dos idosos no ensino superior: a falta de estrutura adequada dos corpos docentes. Uma vez que, ao ter ciência da natural perda da capacidade visual dos idosos, assim como da previsão do Ministério da Saúde, anteriormente citada, verifica-se a importância da formatação adequada dos livros didáticos para uma fluída leitura e um ambiente que não exija muito esforços do grupo em questão, visto que a maioria deles já não conseguem realizar, por exemplo, caminhadas com longas distâncias, devido à problemas de saúde, derivados da era digital.
Portanto, vê-se que o cenário esmiuçado urge por mudanças. Desse modo, a fim de preservar a qualidade de vida dos idosos e a falta de estrutura das instituições de ensino, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve instalar elevadores em todos os prédios das Universidades Públicas, assim como reformulará os livros didáticos, os quais passarão a ter letras maiores e metodologia mais acessível ao público idosos. Ademais, o mesmo órgão acrescentará uma matéria nas escolas destinada à discussão sobre o tema: Como consumir a internet e as comidas industrializadas de material menos prejudicial à saúde. Assim, com a realização dessas ações, os obstáculos referentes á inclusão daqueles de maior idade serão gradualmente mitigados.