Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 25/11/2020
O filme “Um Senhor Estagiário”, conta a história do senhor Ben, que se mostra instigado para buscar novas oportunidades e metas em sua vida, enquanto seus colegas, se sentem conformados com o prazo de validade autodatados. Fora da arte, a realidade é de conformismo, assim como na obra pois, a terceira idade sofre com a falta de oportunidades inclusivas para o ingresso no campo educacional.
Primeiramente, é necessário entender que o Brasil é um território emergente e como consequência, o pilar da educação, é deficiente na distribuição de recursos de forma igualitária à população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), metade da sociedade idosa urbana é afetada pelo analfabetismo funcional. Esse fator, transforma a ideia de ensino superior, disponibilizada para os anciões, em uma idealização, inviável no contexto real, visto que nem o ensino básico é viabilizado.
Infelizmente, quem mais necessita de auxílio, acaba ficando sem opções ou perspectivas podendo então, sofrer com danos psicólogicos irreversíveis como ansiedade, depressão e até mesmo óbito. Isso porque, o ancestral, se sente conformado com a vida que teve e se sente invalidado pela falta de planos futuros. Mas, como diz Khalil Gibran, “a vida não está mais perto do idoso do que do recém nascido”.
Pensando nisso, torna-se necessário a resolução desse impasse, no qual a Administração Pública Governamental deverá priorizar parte de seu recurso federal para o campo educacional, visando a realização de supletivos através das instituições de ensino já existentes, focadas no estudo do idoso, como também, deverá implementar decretos para viabilização de cotas para os mesmos. Tornando assim, as politicas públicas mais abrangentes e a realidade dos colegas de Ben, somente nos atos.