Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 04/12/2020

A população brasileira vem passando por um processo de envelhecimento, assim como o aumento de idosos na sociedade, também cresce a expectativa de vida. Entretanto, com esse crescimento, não foram tomadas medidas para incluir essa população que é cada vez mais afastada da sociedade depois que atinge uma idade mais avançada. Dessa forma, cabe uma discussão sobre como esses indivíduos são afastados da sociedade e pode-se mudar isso.

Segundo o IBGE, em 1940, a expectativa de vida ao nascer no Brasil era de 45,5 anos. No entanto, a longevidade vem subindo desde então, e chegou a 76,3 anos, em 2018. Logo, depois que o indivíduo atinge tal idade, ele se aposenta, e passa a viver uma vida tranquila, mas em alguns casos não demora muito para que comecem à procura por atividades que lhe tragam prazer, como a busca por novos conhecimentos, o problema é que a sociedade contemporânea não está preparada para receber um idoso em ambientes que em grande maioria, é ocupada apenas por jovens.

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na era da informação, a invisibilidade é equivalente a morrer. Portanto, os idosos estão sendo deixados para trás, pois não se adaptaram a esse novo mundo repleto de tecnologias, e assim, estão sendo cada vez mais excluídos. Além disso, esses cidadãos são vistos como pessoas frágeis, e ultrapassadas, por consequência de estereótipos que a sociedade impõe e que é passada de geração em geração. Dessa forma, com esse preconceito, é difícil incluir os sêniores nas universidades.

Portanto, levando em consideração que essas pessoas precisam ser incluídas, cabe ao Governo Federal, através do MEC, oferecer cursos em universidade públicas com cargas horárias menores, para incentivar esse público a voltar à estudar. Dessa forma, será possível melhorar a vida dessa parte da população, fazendo com que sejam mais aceitos e incluídos.