Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 12/12/2020

A “melhor idade” para estudar

Segundo o IBGE, o Brasil terá sua população idosa superior a infantil de até 14 anos no ano de 2030. Dessa forma, urge a necessidade de investir na inclusão social da terceira idade, o que pode ser feito com excelência pela entrada dela no ensino superior. Nesse viés, apesar de o Estatuto do Idoso garantir sua presença em faculdades e cursos técnicos, ainda há desafios para a efetiva inclusão deles no ensino superior, como o preconceito enraizado nos jovens e o desconhecimento dessas políticas pelos mais velhos.

Em primeiro lugar, deve-se quebrar o tabu de que a presença dos idosos na faculdade é um “atraso” para os jovens colegas. Assim como o protagonista da obra cinematográfica “O estagiário”, a terceira idade tem muito a agregar aos mais novos. No filme, uma jovem dona de empresa reluta ao contratar um senhor para trabalhar com ela, pois acreditava que ele seria lento e pouco produtivo. Entretanto, ao longo da história, o homem prova que sua experiência de vida traz muita sabedoria ao ambiente de trabalho. O mesmo acontece fora das telas, pois a inclusão dos mais vividos pode e deve trazer muita sabedoria e trocas de conhecimento com os novos.

Além disso, o desconhecimento dos indivíduos da melhor idade sobre seus direitos, estabelecidos pelo Estatuto do Idoso, distancia muitos dos estudos. Com uma maior divulgação dessas políticas, pode-se aumentar o número de participantes dos cursos técnicos, graduação e mesmo pós graduação. Por consequência, com o aumento dos índices de estudo entre idosos, será possível aumentar suas realizações pessoais além de prevenir uma possível crise no setor previdenciário.

Mediante o exposto, entende-se que a inclusão da terceira idade no ensino superior é muito benéfica e deve ser incentivada, além de seus desafios solucionados. Para isso, o Ministério da Educação ligado ao Ministério Público do Idoso deve criar uma forte campanha a favor da entrada desse grupo social nos cursos técnicos e faculdades. Isso pode ser feito por meio de propagandas televisivas e jornalísticas que mostram as vantagens da inclusão tanto para eles quanto para uma sociedade como um todo. Assim, a inclusão social do idoso será garantida e proveitosa à todos, assim como no filme do estagiário.