Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 16/12/2020

Consoante uma pesquisa feita pelo IBGE, renomado instituto de pesquisa sobre estatísticas geográficas, em 2030 a população se tornará majoritariamente idosa. Sob essa ótica, urge a inclusão social e educacional de idosos em instituições de ensino superior hordiernamente, com o intuito de evitar uma futura crise previdencial. No entanto, há muitos empecilhos para atingir-se tal objetivo, como a ausência de formação eduacional básica e recursos insuficientes para bancar uma formação superior de tal faixa etária.

Inicialmente, 40% dos idosos no Piauí são analfabetos, de acordo com o instituto brasileiro de pesquisas geográficas e estatísticas. Com isso, pode-se fazer também uma reflexão nacional da escolarização idosa e concluir que a situação é semelhante ao Estado anteriormente citado. Logo, torna-se difícil o ingresso de pessoas com mais de 60 anos nas universidades, haja vista, a falta de escolarização essencial para a matrícula de qualquer curso universitário.

Outrossim, a única fonte de renda de mais de 60% dos idosos é a aposentadoria, segundo pesquisa do IBGE. Nesse sentido, cidadãos com a idade elevada possui despesas com a sua alimentação, moradia e medicamentos para o preservamento da sua saúde naturalmente frágil, raramente sobrando dinheiro da sua aposentadoria para algo não essencial.  Assim sendo, é inviável o pagamento de mensalidades ou qualquer contribuição em capital da parte da maioria dos idosos para qualquer instituição de ensino superior, dificultando assim o acesso de tal parcela populacional em tais instituições.

Portanto, para que atinga-se o objetivo de inclusão social e educacional da faixa etária idosa no Brasil em universidades e faculdades, urge de ações determinantes do MEC em parceria com os Poderes Legislativo e Judiciário, como por exemplo, a disponibilização de material e profissionais da educação especializados em alfabetização nas bibliotecas munícipais e a criação de uma cota nas universidades públicas visando uma porcentagem de ingresso destinada apenas a pessoa com mais de 60 anos, para que assim tenha-se mais idosos, respectivamente, alfabetizados e ingressando na faculdade sem grandes preocupações financeiras.