Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 04/01/2021
A população brasileira vê a senectude mais presente em sua pirâmide etária. Porém, o país enfrena muitos desafios para inserir esses indivíduos no ensino superior. Tal processo resulta de forma inquestionável na negligência dos órgãos competentes em acolher os idosos no meio acadêmico. Assim, entre os fatores que aprofundam a gravidade desse fenômeno, pode-se destacar a infra-estrutura despreparada das universidades e a precariedade de medidas didáticas para inserí-los.
Em primeiro lugar, as estruturas pouco inclusivas das edificações universitárias são um desafio para a integração dos mais velhos no ensino superior. Esse cenário advém da pouca mobilidade dos idosos que possuem necessidades mais específicas que os jovens e as universidades não estão preparadas para recebê-los. Consequentemente a isso, o pensador italiano Leonardo da Vinci, ao afirmar que a mente nunca se cansa, não pensou nas condições físicas desses indivíduos, que apesar de sua sede por conhecimento têm sua autonomia vedada, impedindo-os de aprender.
Em segundo lugar, a falta de medidas didáticas voltadas para os integrantes da terceira idade contribui para que eles se distanciem do pleno aprendizado. Isso ocorre em virtude de que os idosos costumam apresentar uma diminuição natural da memória. Por isso precisam de metodologias diferentes para obter um ensino solidificado. Ilustra-se esse panorama na pesquisa canadense divulgada pela revista científica Psychology and Aging, o estudo revela que transmitir o conhecimento de forma passiva - como nas aulas tradicionais das faculdades - não é o melhor paraos idosos, devido ao seu déficit de memória.
Diante do exposto é necessário reconhecer que negligência dos órgãos competentes em acolher os idosos no meio acadêmico é a origem da falta de inclusão deles nesse meio. Para solucionar essa questão, faz-se necessário que o Governo Federal elabore uma emenda constitucional no estatuto do idoso incluindo em suas diretrizes a obrigatoriedade das universidades adicionarem profissionais qualificados para trabalhar com os idosos - metodologias de ensino focadas neles e turmas majoritariamente composta pelos mais velhos - por meio de um projeto de lei a ser votado no congresso com a finalidade de dar a essa geração as oportunidades acadêmicas que eles têm direito.