Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 06/01/2021

O filme “O senhor estagiário” retrata a vida de um senhor que retorna ao mercado de trabalho após sentir-se cansado de sua vida de aposentado. No entanto, enfrenta dificuldades para lidar com as novas tecnologias, e também com o preconceito de seus novos colegas. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange a inclusão dos idosos no ensino superior, visto que as barreiras são as mesmas. Com isso, o preconceito social instaurado somado a insuficiência de políticas públicas contribuem para o quadro.

Em primeira análise, o poema “Velhice” da escritora Cecília Meireles, “Já não se morre de doença, mas de indiferença”, é uma analogia do pensamento da sociedade brasileira com os idosos. Sob esse viés, há um esteriótipo revestido de preconceito, como por exemplo: idosos já estão no fim de suas vidas e não precisam mais aprender coisas novas, de modo que uma aposentadoria já é o suficiente. Logo, essa mentalidade impede que a terceira idade busque recursos e motivação para ingressar no ensino superior.

Em segunda análise, o Estado garante que os idosos tenham acesso à educação e também permite que algumas universidades reservem vagas. No entanto, esse preceito não está sendo efetivado na prática, visto que ainda é baixo o número de idosos matriculados, um dos fatores que contribuem para isso é a dificuldade em lidar com a tecnologia, como por exemplo, emails e sites de pesquisa. Além disso, a asusência de capacitação dos professores também contribui para uma maior insegurança, pois o ambiente é novo para os sêniors.

Em suma, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para a extinção do preconceito social instaurado, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, um programa nos ambienetes escolares para que se possa valorizar mais o idoso e não tratá-lo indiferentemente. Ademais, capacite os professores das universidades para recebê-los. Assim, haverá idosos no ensino superior.