Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 08/01/2021
A Constituição Federal de 1988, garante a todos cidadãos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, tal plano teórico se mostra distante da realidade prometida pela norma constitucional, haja vista há existência de desafios para a inclusão do idoso no ensino superior. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental em impor que as IES (Instituições de Ensino Superior) adaptem-se a esse público e o preconceito da sociedade são fatores que agravam essa situação. Logo, é essencial analisar as causas, consequências e estabelecer uma solução.
A princípio é lícito destacar que o MEC (Ministério da Educação) não funciona de forma assídua no combate dessa mazela. Essa conjuntura vai contra o Contrato Social proposto pelo contratualista Jonh Locke de que o Estado deve fornecer medidas que possam garantir o bem-estar da sociedade. Sob esse viés é possível depreender que a população idosa tem dificuldades de inserção no mundo acadêmico em função da inação estatal ,visto que o Estado não impõe uma metodologia de ensino inclusiva nas IES que fazem uso das plataformas digitais , que são uma dificuldade para os idosos. Dessa maneira, o aprendizado torna-se dificultoso e pode levar a evasão do ensino superior.
Ademais, vale salientar que o preconceito enraizado na sociedade acerca da invalidade do idoso corrobora para a perpetuação dessa problemática. De acordo com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que o cerca. Nessa perspectiva, é possível afirma uma parcela considerável da sociedade ainda possui o estigma de que o idoso é alguém inútil e que não pode mais aprender ou produzir alguma atividade. Dessa forma, a inserção ao meio acadêmico transforma-se em algo vergonhoso.
Em síntese, faz-se necessário a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Desse modo, é dever do Estado mediante o Ministério da Educação implementar políticas públicas que trabalhem em uma metodologia de ensino inclusiva, por meio da criação de uma matriz curricular acessível aos mais idosos juntamente com aulas sobre tecnologia voltada para esse público, afim de torna o ambiente acadêmico o mais democrático e diversificado possível. Além disso, as IES devem discutir sobre a importância do combate ao preconceito e como essa classe pode ajudar na economia de um país, isso pode ser feito por intermédio de palestras tanto nas escolas como a nível superior, com fito de atenuar o preconceito existente. Somente assim, a sociedade poderá gozar dos direitos previstos na Carta Magna do Brasil.