Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 11/01/2021

O filme Alma da Festa, retrata a história de uma mãe que ingressa na universidade ao mesmo tempo que sua filha. Fora da ficção, a realidade é um pouco diferente, pois, segundo o Inep, 7.800 idosos estão matriculados em cursos superiores, sendo assim um número muito baixo em comparação aos 8,2 milhões de universitários. Dessa forma, em razão de uma lenta mudança na mentalidade social e de uma lacuna educacional, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que a lenta mudança na mentalidade social é um dos desafios para a inclusão. Segundo o pensador Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir. Sob essa lógica, só será possível combater os desafios, se a inclusão dos idosos se tornar um fato social. Ou seja, as pessoas não debatem sobre o tema, pois não é algo rotineiro na vida delas, logo, não haverá movimentação da sociedade para solucionar esse problema.

Em paralelo, outra causa para a configuração desse problema, é a lacuna educacional. De acordo com o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa pespectiva, muitos idosos que desejam ingressar em uma universidade, não possuem ensino médio completo e quase 40% deles são analfabetos, segundo o IBGE. Sendo assim que um dos maiores desafios a serem enfrentados seja a educação que esses idosos receberam.

Portanto, uma intervenção se faz necessária, a fim de combater os desafios da inclusão dos idosos no ensino superior. Para isso, o EJA (Educação de Jovens e Adultos) deve promover uma melhoria no ensino oferecido a esses idosos, por meio de campanhas e feiras de incentivação. Tal ação deverá contar com a criação de uma “hashtag” para que essa campanha seja amplamente divulgada. Para que assim, se consolide uma geração mais ativa.