Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 17/01/2021

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos idosos brasileiros, os quais buscam ultrapassar as barreiras as quais os separam do direito à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a inclusão do idoso no ensino superior é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.

A Constituição cidadã de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos idosos, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas da educação incluída, como também da preparação do número necessário de professores especializados no cuidado com o idoso não está presente em todo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.

Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é umgrande impasse à permanência dos idosos nas universidades. Tristemente, a existência da discriminação contra os mais velhos é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, o segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar rachar errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para o transporte como barreiras à inclusão do idoso no ensino superior.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos idosos. - uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador - um fim de que a comunidade universitária e a sociedade no geral - por conseqüência - conscientizem-se. Desse modo, realidade a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.