Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 14/01/2021

Segundo o sociólogo Durkheim, “o homem mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve a inclusão do idoso no ensino superior, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas capazes de reverter casos como a falta de projetos que incentivem a inserção dessa parcela da população nas universidades. Tal fato permite afirmar que a resolução dos entraves referentes à ausência de apoio para com os idosos e o preconceito relacionado a crença de uma incapacidade cognitiva possibilitará a formação de uma sociedade mais democrática.

Apesar de o filósofo Locke defender que “onde não há lei, não liberdade”, a sociedade brasileira, somente por meio de sua Constituição Federal, não garante de fato a inclusão. A razão para os entraves que permeiam a série de problemas em questão está na escassez de apoio e instrução para o povo. Isso ocorre, pois há uma insuficiência de programas que visam a informação e estimulação de pessoas com a faixa etária mais elevada a participar do ensino superior, o que dificulta a visibilidade do assunto e adequação de materiais didáticos para a formação desse grupo.

Ademais, soma-se a isso, a opinião infundada de que idosos não conseguem estabelecer o processo de aprendizado e consolidar o conhecimento em uma vida profissional. De acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, ao seguir essa ideia fica nítido a importância da desconstrução do consciente coletivo que exclui e desestimula a integração dessa camada da população nos ambientes de ensino. É importante ressaltar que a revisão e a adaptação dessa crença irão promover na sociedade brasileira uma realidade mais cidadã e receptível a todos.

Portanto, é essencial buscar soluções para combater a falta de apoio e o preconceito para com os idosos, já que como diria Sartre: ”o homem tem de se inventar todos os dias”. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação a tarefa de desenvolver projetos de incentivo em ambientes públicos, com o auxílio de profissionais da educação, que por meio de panfletos possam informar e estimular o aumento de estudantes acima de 65 anos e dessa maneira consiga trazer maior visibilidade ao assunto. De modo complementar, as prefeituras, com apoio da mídia, devem divulgar resultados que envolvem a população idosa em “outdoors”, por meio de pesquisas feitas nas universidades onde comprove a efetividade do ensino para esse grupo social, afim de diminuir o preconceito e despertar a empatia na comunidade. Espera-se que, com ações desse tipo, esse entrave seja amenizado.