Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 15/01/2021
No poema “o país que eu quero”, o escritor Guibson Medeiros retrata os anseios por uma nação melhor e mais equilibrada. No entanto, a sociedade brasileira ainda enfrenta desafios para inclusão do idoso no ensino superior, em razão da falta de atuação do Poder Público e dos Órgãos formadores de opinião no cerceamento desse entrave.
Deve-se pontuar, de início, que a indiligência governamental é um grave empecilho à inclusão dos idosos nas universidades. De acordo com, o filósofo John Lock “as leis fizeram-se para homens e não para leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. Todavia, as legislações não têm sido suficientes para garantir à educação do corpo social, principalmente porque, o Poder Executivo não promove campanhas informativas a essa parcela da sociedade sobre os pressupostos jurídicos que as ampara, como também de incentivo pela busca por conhecimento, independentemente da idade. Além disso, as redes de ensino público carecem de infraestruturas básicas para proporcionar uma educação superior inclusiva aos idosos.
Nesta perspectiva, é crucial saliente que outra causa do imbróglio é uma base educacional lacunar. A esse respeito, o filósofo Immanuel Kant afirmou que “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nesse sentido, as escola não tem cumprido seu papel de reverter ou prevenir o desrespeito contra os idosos que almejam cursar o ensino superior, visto que não tem trazido esse conteúdo às salas de aulas para combatê-lo.
Diante disso, urge que o Ministério Público em conjunto com a mídia desenvolvam campanhas informativas de amplo alcance sobre os direitos constitucionais do Brasil e sobre a importância de valorizar as escolhas pessoais dos idosos, haja vista a garantia da democracia no país. Como também, o Estado deve intensificar recursos para que as universidades tenham um ensino de qualidade, por meio de novos matérias educativos e restruturando salas para recebê-los . Ademais, cabe ao as escolas conclamar uma salutar parcerias com as famílias, a promoção de uma sólida noção de conscientização social de respeito, com palestras, aulas e seminário a esse respeito.