Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 16/01/2021

A Terceira Revolução Industrial, a Revolução Técnico-Científico, iniciada no meado do século XX, inaugurou diversos avanços tecnológicos na informática e telecomunicação. Desse modo, um dos adventos da tecnologia foi a discussão de assuntos, como a inclusão do idoso no ensino superior. Entretando, no filme “um senhor estagiário”, é relatada a história de um aposentado que, para voltar a ativa, canditada-se a uma vaga de estagiário sênior. Por ser de idade avançada, ele sofre preconceito pela diretora da empresa. Fora da ficção, a população tem o mesmo preconceito, pois, por causa da memorização e aprendizagem dos idosos, acham que já estão ultrapassados. Sendo assim,  os indivíduos da terceira idade têm medo de serem prejulgados e, então, desistem da ideia de ingressar no ensino superior.

Em primeiro plano, é válido citar que por ser comum sujeitos acharem que o envelhecimento torna o cérebro menos flexível e, assim, a absorção do conhecimento mais difícil, os anciãos têm medo de sofrerem preconceito. Entretanto, de acordo com pesquisas feitas pela Universidade Brown, há plasticidade cerebral para todos os indivíduos que exercem atividades intelectuais e/ou físicas, independetemente da faixa etária. Além disso, de acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos, garatindos aos mesmos sua efetiva liberdade. Sendo assim, necessário incentivar os idosos aos estudos.

Por consequência, essa problemática diminui o índice de idosos na universidade. Nesse sentido, a escassez de conhecimento sobre os próprios direitos, como na lei 13.535/2017, que garante a oferta de cursos e programas de extensão aos indivíduos de terceira idade, dificulta a participação deles nos projetos. Sob esse viés, Zygmunt Bauman, disserta em sua obra, “Globalização e as Consequências Humanas”, que o estado caminha para a desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle estatal. Logo, é dever do governo contribuir para a diminuição da evasão e o incentivo no ingresso de idosos no ensino superior.

Portanto, é mister que haja investimento em políticas públicas para a conscientização da população. Urge que o Ministério da Educação, por meio de publicidades em TV e jornais, que é o meio mais comum entre os idosos e jovens, divulgue a lei 13.535/2017, com o objetivo tornar público que os indivíduos da terceira idade têm capacidade de memorização cerebral. Destarte, os velhos irão tomar conhecimento dos seus direitos e, naturalmente, incentivados a serem ativos e frequentar a faculdade.