Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 03/03/2021

A partir da década de 50, foi observado uma queda na taxa de natalidade e mortalidade nos países subdesenvolvidos, como o Brasil, fruto da expansão capitalista e difusão dos conhecimentos médicos pelo mundo. Com isso, o número de idosos está aumentando gradativamente, trazendo à tona a necessidade de políticas públicas destinadas à esse grupo social. Dentre tais políticas, a questão da inclusão nas Universidades é muito debatida por possuir uma série de desafios que impedem os idosos de entrar - como a falta de preparo das instituições e o preconceito dos outros alunos.

Em primeiro plano, pessoas mais velhas possuem, devido à idade, restrições físicas e cognitivas que dificultam seu aprendizado - como movimentar-se e levar mais tempo para assimilar um conteúdo. De acordo com o Estatudo do Idoso, é papel do governo garantir opotunidades de aperfeiçoamento intelectual e moral a todos com mais de 60 anos de idade, o que inclui o ensino superior. Sendo assim, quando os idosos não têm acesso à Universidade graças a fatores como infraestrutura que atrapalha a mobilidade ou professores despreparados para lecioná-los, o governo deve tomar providências .

Em segundo plano, há uma espécie de preconceito entre os jovens universitários quando se trata de alunos idosos. Muitas vezes os mais velhos são excluídos de projetos e trabalhos por levarem um tempo maior para cumprirem tarefas, o que acaba levando a uma experiência universitária extremamente desagradável para eles. Tal situação é análoga à apresentada no filme de comédia “O Estagiário”, que retrata os obstáculos enfrentados por um estagiário idoso recém-contratado. Na obra, o protagonista, inicialmente, tem dificuldade em estabelecer um vínculo com seus colegas de trabalho, que são, majoritariamente, jovens adultos, demonstrando uma realidade próxima a das Universidades.

Portanto, a partir do que foi discutido anteriormente, conclui-se que o Governo Federal, representado pelo Poder Executivo, juntamente com as Instituições de Ensino Superior, deve promover reformas tanto na infraestrutura quanto na formação dos professores, por meio de obras e cursos para prepará-los para lidar com pessoas mais velhas. Paralelamente, a Universidade precisa oportunizar o contato entre as diferentes faixas etárias, por meio de projetos obrigatórios, como oficinas e feiras de conhecimento, a fim de amenizar os desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior.