Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 03/09/2021
“Estar no ensino superior é um sentimento de dever cumprido”, a frase de Raimundo Nonato, um senhor de 60 anos e graduado em direito pela Universidade de Guanambi, retrata a felicidade de ter concluído o ensino superior. Entretanto, essa não é uma realidade brasileira atual, visto que a inclusão da terceira idade nas universidades enfrenta diversos desafios. A temática de extrema importância, já que abrange grande parte da população, é pouco conhecida e a falta de empatia governamental são grandes agravantes no momento de introduzir os anciãos. Dessa maneira, fica evidente que é preciso uma resolução imediata.
Em um primeiro momento, instituições de ensino superior são obrigadas, por lei, a oferecer cursos aos mais velhos. Contudo, são poucos os indivíduos que possuem esse conhecimento, já que a maneira mais eficaz de ter contato com o conteúdo é por meio da educação e segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2019, mais de 45% da população brasileira, acima dos 25 anos, não finalizaram o ensino fundamental. Evidenciando que grande parte dos brasileiros não estão cientes da oportunidade, carecendo de uma solução.
Em uma segunda instância, ainda de acordo com o IBGE, aproximadamente 65% dos idosos são dependentes da aposentadoria e/ou pensão. Dessa forma, se torna evidente que para terem o privilégio de ingressar nas faculdades, precisam passar por vestibulares, os quais são preenchidos (geralmente) por jovens recém formados no ensino médio - possuindo maior conhecimento acerca do processo seletivo. Assim, a dificuldade que a geração longeva tem para ser introduzida, se torna desvantajosa em relação às outras pessoas e a falta de empatia em relação à essa, se tornam adversidades.
Nesse sentido, para elucidar a problematização, é vital criar diretrizes educacionais capazes de inserir o idoso de forma coerente nas instituições superiores. Agregando-se a isso, é responsabilidade do MEC (Ministério da Educação), por meios das redes televisivas (como a rede Globo), introduzir nas escolas e programas de telecomunicação assuntos relacionados à graduação da geração sênior, de forma que traga esclarecimento e informação aos cidadãos brasileiros. Desse modo, será possível presenciar mais casos como o do Sr. Raimundo Nonato.