Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 15/09/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os desafios para a inclusão de idosos no ensino superior, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a falta de apoio social a inclusão de idosos no ensino superior.
Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para garantir os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono federal vem crescendo cada vez mais, tornando esse cenário pior e maior, consequentemente trazendo falta de estrutura física ao ensino superior, que sofre com a falta de livros, poucos materiais didáticos e baixa capacidade de alunos, ocorrendo na maior dificuldade de recepção e acolhimento do público mais velho. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, o escasso apoio por parte social a volta dos anciões para completar o ensino superior, também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2019, apenas 14,3% dos brasileiros de 55 a 64 anos possuem diploma de ensino superior. Partindo desse pressuposto, percebe-se que uma alta taxa da população da nação verde-amarela não possui diploma de cursos universitários completo, isso se forma pelo descaso social pelo ensino superior, que se deve a depredação e desprezo dos cidadãos brasileiros perante a os cursos superiores, que os vêm como sem rentabilidade ou importância. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o contratempo citado, contribui para a perpetuação desse quadro caótico.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em auxilio e suporte, por meio de projetos e instituições públicas, uma vez que esses programas irão ajudar os centenários a ingressarem nas universidades e concluírem seus cursos selecionados, com o objetivo de aumentar as taxas de idosos que contém diploma do ensino superior completo e, assim, conseguirem entrar no mercado de trabalho se necessário, com maior qualidade. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.