Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 16/10/2021
Na série sul coreana “Navillera”, um dos protagonistas é um idoso de 70 anos, já aposentado, que decide se inscrever em uma academia para estudar ballet. Porém, no início, sua família não o apoia e o desencoraja de estudar por ter uma idade avançada. Apesar dessa série ser uma obra cinematográfica, ela relata uma significativa realidade de uma parcela de brasileiros, uma vez que estes, gradualmente, por terem mais de 60 anos, são desestimulados a ingressarem no ensino superior e, assim, dificultando que a educação democrática realize-se. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como causas a negligência familiar, bem como o silenciamento midiático.
A princípio, a base familiar lacunar, que deveria ser um meio de incentivar os membros familiares a alcançarem grandes sonhos, é uma das principais responsáveis por esse complexo cenário. Sob a ótica dos estudos intitulado “Instituição Zumbi”, do sociólogo Zygmunt Bauman, a família tenta manter sua imagem social a todo custo, mas sem cumprir com as suas devidas funções. Isto posto, com os atuais conceitos individualistas do tecido parental e o menosprezo pelos deveres legais de uma família, dito por Zygmunt Bauman, os idosos não são estimulados a frequentarem instituições de ensino e a exercitarem pensamentos cognitivos, a fim de melhorar sua aposentadoria para, futuramente, receberem um conforto de qualidade ao fim vida. Dessarte, enquanto os seres humanos abandonarem os indivíduos idosos de suas famílias, de modo que se sintam deprimidos para realizarem algum de seus desejos, os desafios para incluir essas pessoas mais velhas na educação continuará.
Outrossim, nota-se que a ausência de debates em canais abertos faz-se ser um proveniente dificultador dessa circustância. Conforme decorreu no século XVIII, conhecido como século das luzes, o Iluminismo tornou-se um veículo de informações para difundir seus ideais entre a população e acarretar na queda do absolutismo. Dessa maneira, o primordial dever da mídia é contribuir com a disseminação de conhecimentos, como os iluministas fizeram, acerca das leis que garantem cursos gratuitos aos idosos para que, assim, este grupo marginalizado pelos parentes possa se sentir acolhidos e apoiados caso uma decisão de retomada aos estudos aconteça. Logo, com essa deficiência da imprensa, a inclusão de pessoas idosas no sistema educacional persistirá por um longo tempo.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema discutido. Urge a ação de campanhas, por meio de verbas governamentais, realizada pelo Ministério da Educação e Cultura, que terá o intuito de estimular e convocar os cidadãos da terceira idade para persistirem na educação e nos benéficos caminhos que ela poderá proporcionar. Espera-se que, com isso, a esfera populacional idosa se pareça cada vez mais com o protagonista da série “Navillera”, que independente da idade, insistiu nos estudos.