Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 03/11/2021

Transição demográfica é o nome dado ao fenômeno em que há uma mudança no perfil da população, onde as taxas de natalidade e mortalidade decaem e a expectativa de vida aumenta devido a uma série de fatores. Nesse sentido, observa-se uma série de entraves impostos aos idosos, dentre eles os desafios para sua inclusão no ensino superior. Imediatamente, destacam-se razões de âmbito governamental e social para a persistência dessa problemática.

A princípio, salienta-se a negligência estatal quanto a falta de incentivo aos idosos frequentarem o ensino superior. De acordo com a teoria do contrato social do filósofo John Locke, o estado deve zelar pelos direitos dos indivíduos. Dessa forma, percebe-se que não existem medidas que apoiam a educação para idosos assim como o Educação de Jovens e Adultos (EJA), auxilia na formação dessa parcela da população.

Ademais, é notório no corpo social o estigma relacionado aos idosos, no qual a idade avançada seria um obstáculo para realizar atividades. Segundo o IBGE, em 2030 a população de idosos irá ultrapassar os jovens de até 14 anos. Portanto, faz-se necessário quebrar esse estereótipo de inutilidade cognitiva e inaptidão social relacionado à velhice e tomar medidas para a inclusão desses na educação.

Sob essas perspectivas, fica claro que o Ministério da Educação deve criar uma medida que facilite a inserção dos idosos no ensino superior. Com o fito de aumentar os índices de pessoas acima de 60 anos na universidade, essa ação deve ser realizada por meio da criação de uma cota voltada para esse público em todas as faculdades e institutos federais do país.