Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior

Enviada em 10/11/2021

O filme ‘‘Um senhor estagiário’’ mostra a vida de um idoso de 70 anos que, após uma entrevista de emprego, consegue um estágio em uma grande empresa de moda. Apesar de ser contratado, o senhor passa por algumas dificuldades como, a falta de conhecimento das novas tecnologias de trabalho e a socialização com os funcionários mais jovens. Porém, infelizmente, essa realidade ultrapassa as produções hollywoodianas e encontra-se bem presente no Brasil. Dessa forma, existem desafios para a inclusão do idoso no ensino superior como, a falta de apoio por meio de políticas públicas e o preconceito da sociedade.

Nesse contexto,observa-se que a população da terceira idade necessita de atenção e oportunidades de ensino superior. Assim, o Estatuto do Idoso prevê que as universidades devem ofertar cursos e programas de extensão para esse público. Entretanto, mesmo sendo uma conquista importante, ainda necessita de melhorias, tendo em vista que os idosos concorrem com os jovens nos vestibulares, sendo uma disputa injusta, pois os idosos terminaram os estudos há muito tempo, com consequente esquecimento de muitos conteúdos.

Assim, observa-se como outro desafio para a inclusão do idoso no ensino superior o estigma da sociedade acerca do tema. Embora dados do IBGE indiquem que em cerca de 40 anos a população brasileira será majoritariamente idosa, a população tem muitos preconceitos sobre o que pessoas da terceira idade podem fazer. Nesse sentido, muitos senhores de idade sofrem com questionamentos sobre o desejo de estudar, em que os intolerantes usam como argumento o aproveitar os netos, fazer crochê e jardinagem, criando o estigma sobre atividades próprias para idosos.

Portanto, visto que existem desafios para a inclusão dos idosos no ensino superior, é preciso que o Ministério da Educação crie uma concorrência justa nos vestibulares, por meio da criação de uma prova específica para esse grupo, assim como ocorre no ENEM Libras. Dessa forma, os idosos concorrem entre sí, a fim de tornar o processo de entrada mais eficiente. Dessa maneira, espera-se que cada vez mais idosos entrem na universidade, quebrando preconceitos e tornando a população de terceira idade mais bem instruída e livre.