Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 14/11/2021
“O analfabeto de século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”. Tal afirmação, proferida por Alvin Toffler, escritor futurista norte-americano, levanta um importante questionamento acerca dos desafios para a inclusão de idosos no ensiono superiror no Brasil. Dentre as causas que contribuem com esse problema, destaca-se não só a falta de recursos financeiros para arcar com os custos impostos pelas universidades, como também a falta de preparo dessas instituições para receber esse público alvo.
Nessa perspectiva, cabe pontuar que as elevadas mensalidades cobradas pelas universidades nacionais dificultam o acesso dos idosos a essas instituições. De acordo com o IBGE, a principal fonte de renda do grupo dos economicamente inativos da terceira idade se resume a uma aposentadoria que, muitas vezes, é insuficiente para cobrir o custo de vida dessa população. Logo, fica claro que os idosos brasileiros não conseguem dispor dos recursos financeiros necessários para arcar com os custos associados a uma educação de nível superior, limitando, assim, o acesso à educação de uma parcela importante da população brasileira.
Ademais, o elevado custo universitário encontra terra fértil na falta de preparo dessas instituições para receber um público de idade avançada. Isso decorre do investimento adicional que deve ser feito com o objetivo de adaptar parte da logística das universidades para receber um público alvo com demandas diferentes das usuais. Nesse sentido, é lícito relembrar as ideais defendidas por Flávio Augusto, CEO da WiseUp, que afirma que o setor privado é movido por incentivos. Dessa forma, dialogando com as ideias do empresário, o custo extra de manutenção dos cursos voltados para os idosos limita os retornos necessários para que as instituições de ensino ofereçam cursos para essa parcela da população.
Portanto, diante dos desafios supracitados, pode-se inferir que a exclusão da terceira idade nas instituições de ensiono superior é um tema relevante e que carece de soluções. Sendo assim, cabe ao Ministério da Economia, órgão responsável pela formulação e execução da política econômica nacional, incentivar universidades a oferecer ensino de qualidade e baixo custo para os idosos, por meio de benefícios fiscais, com o objetivo de possibilitar a manutenção de cursos acessíveis e voltados para a terceira idade no Brasil. Dessa forma, de acordo com o critério defendido por Alvin Toffler, os idosos brasileiros do século vigente não farão parte do novo grupo dos analfabetos do século XXI.