Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 13/09/2022
Na obra “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, retrata a chamada “cegueira branca”, que atinge todos os habitantes da cidade, impedindo-os de ver a realidade. Ao sair do âmbito literário, a realidade brasileira encontra-se de forma semelhante, uma vez que há problemas banalizados pela nação, tal qual os desafios na inclusão do idoso no ensino superior. Sendo assim, é crucial analisar a negligência estatal e o preconceito social como influentes na fomentação desse pernicioso cenário.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a Constituição Federal de 1988, a qual cita que todo ser é igual perante à lei e que todo esse tem o direito à educação. Contudo, a prática dessa norma não se encontra no contexto verde-amarelo atual, dado que se notam mínimas políticas de incentivo ao ingresso da população mais velha em universidades. Por isso, faz-se mister a reformulação da postura governamental, pois, conforme o Índice Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil cresce em número de pessoas idosas e diminui o infantil, o que corrobora na necessidade de maior investimento no primeiro em detrimento do segundo.
Ademais, vale salientar a música “sapato velho”, de roupa nova, a qual relata que o idoso possui mesma importância na sociedade que os demais indivíduos, porém é necessário dar as mesmas oportunidades para que mostre resultados. Todavia, isso não é visto no Brasil, pois o tabu sobre a inclusão de pessoas acima da fase adulta em redes educacionais dificulta a isonomia entre a população, de modo a ocasionar no constrangimento por parte dos que sofrem e a negação de seus direitos como cidadão.
Portanto, com objetivo de alterar o cenário exposto, é dever do Ministério da educação, em parceria com a mídia, capaz de exercer grande influência na população hodierna, a realização de atitudes que facilitem a inclusão da maioridade nas faculdades. Isso pode ser feito por meio de programas de bolsas de estudo ofertadas para pessoas consideradas na faixa etária exigida, por meio do investimento Estatal, além da divulgação em televisões e redes sociais, a fim de atingir maior público e atenuar o preconceito. Somente assim, poderá pôr fim à “cegueira branca” dos dias atuais.