Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 13/09/2025
No desenho Avatar, Toph é uma garota cega que, sem o auxílio de sua aldeia, treina sozinha para tornar-se uma guerreira. Paralelamente ao Brasil no século XXI, nota-se a exclusão de tal grupo e, por isso, urge debater acerca dos desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no país. Dessa forma, observam-se duas problemáticas centrais a serem solucionadas, a omissão estatal perante ao tema e a falta de investimento na educação.
Sob essa óptica, é inegável que o Estado brasileiro mostra significado no cum-primento da legislação e permite a perpetuação da questão. Segundo a matéria pu-blicada pelo G1, a promulgação, em 2015, da Lei Brasileira de Inclusão, que garante a acessibilidade nas escolas, não impediu que muitas delas continuassem sem in-fraestrutura adequada. Nesse sentido, ainda que algumas instituições tenham ade-rido à obrigação, a ausência de fiscalização impediu seu plano de funcionamento e contribuiu para que os indivíduos com deficiência visual não pudessem acessar de-terminados locais. Não obstante o funcionamento da lei em determinados espaços, ela não cobriu aspectos da convivência propriamente dita, como apostilas em brai-le, apenas parte da dificuldade que é a locomoção, tornando-a incompleta.
Além disso, a precariedade da educação brasileira é um agente crucial. Segundo o ex-ministro da educação Darcy Ribeiro, “a crise da educação não é crise, é um projeto”. Nesse sentido, entende-se que a negligência para com o sistema acadêmi-co propicia a ineficiência de seu funcionamento, o qual afeta a população em geral, mas principalmente aquela com algum tipo de necessidade especial. Isso ocorre pois em adição à inexistência de cursos que preparam servidores para as adversi-dades, não existe infraestrutura boa, material adequado e representatividade dos trabalhadores naquele ambiente.
Portanto, urge mitigar o cenário. Assim, cabe ao Ministério da Educação, órgão capaz de modificar o sistema acadêmico do país, adotar medidas que melhorem a inclusão das pessoas cegas nas escolas. Tais ações devem ser feitas por meio da re-formulação da lei a respeito da acessibilidade (modificá-las para sanar dificuldades além da mobilidade) e fiscalização, para que ela seja devidamente cumprida. Tudo isso a fim de garantir a inclusão educacional de todos aqueles do corpo social.