Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 04/11/2025

No panorama atual brasileiro, são notórios os empecilhos para a inclusão de pessoas com deficiências visuais no sistema educacional. Apesar de terem seus direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988, apenas uma parcela ínfima da sociedade consegue acessá-los. Sob esta ótica, percebe-se a insuficiência do sistema, ao não possibilitar que os educadores se adequem a lecionar para pessoas de baixa visão. Assim, o sistema exclui tais indivíduos das dinâmicas de aprendizado, pela ausência de adaptações. Neste contexto, é responsabilidade do Governo Federal investir em meios facilitadores para a aprendizagem e na capacitação de profissionais para este público.

Diante deste cenário, semelhante ao ocorrido nas escolas brasileiras, o romance Kill Switch da autora Penelope Douglas, traz à tona a importância de suporte pedagógico para este público. A partir da protagonista Winter, uma garota que se torna cega e necessita se adaptar a sua nova condição, onde a escola se tornou seu maior desafio, pois seus instrutores não conseguiam lhe dar aulas, o que a isolava da turma. Conjuntamente, a personagem passou a sofrer preconceito por sua deficiência, o que lhe tirou diversas oportunidades, no decorrer da trama.

Nesta perspectiva, a falta de inclusão por parte dos docentes, impacta diretamente na construção cidadã destas pessoas. A escola, lugar que deveria acolher estas pessoas, se torna mais um ambiente de exclusão. Infelizmente o sistema educacional do Brasil não fornece os devidos recursos de acessibilidade, como livros em braile e softwares de leitura eletrônica. Múltiplas vezes as escolas são obrigadas a recusar a matrícula destes jovens, devido a insuficiência estatal de cumprir com os direitos constitucionais de seu povo.

Em suma, a fim de garantir o acesso democrático para os cegos no Brasil, cabe ao Poder Público destinar mais verba ao Ministério da Educação, de modo que sejam fornecidos cursos para a de capacitação de professores, como auxílios para a graduação em braile. Somado a investimentos em materiais pedagógicos adequados. Portanto amenizando as disparidades do ensino em território nacional, possibilitando que portadores de deficiências, tenham as oportunidades previstas pela Constituição vigente.