Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 24/03/2026

Na composição musical sul-coreana “Your eyes tell”, do grupo BTS, constrói-se uma mensagem focada na esperança e apoio mútuo ao evidenciar os olhos como “janelas” da expressão dos sentimentos, apesar das adversidades. Em contrapartida, esse cenário lírico não se evidencia no Brasil, uma vez que existe a marginalização educacional dos cidadãos com deficiência visual. Assim, deve-se analisar os entraves que dificultam a inclusão dessa parcela da população a fim de promover sua efetiva inserção no sistema de ensino.

Seguindo a linha de raciocínio, os conflitos que dificultam a integração social e disponibilização de serviços adequados como acesso à sala de aula com acessibilidade visual, livros em braile e outros aspectos, estão relacionados à falta de incentivo governamental. Uma vez que as medidas públicas são de baixa abrangência, o que acaba por negligenciar toda uma comunidade que necessita de amparos governamentais para conseguir viver de maneira adequada, digna e cidadã conforme assegurado pela Constituição Federal de 1988.

Nesse viés, “Não basta existir, é preciso pertencer”, tal máxima atribuída à escritora Clarice Lispector exemplifica a situação ao evidenciar a busca pelo pertencimento para que a exclusão não seja mais uma problemática. Dessa maneira, os desafios para a integração do indivíduo estão centrados na invisibilidade social e uma das formas para combatê-los é através da luta pelos direitos educacionais e o respeito pelo grupo em questão. Assim, será realizado o primeiro passo para a busca de um espaço social digno e integração de pessoas cegas no Brasil.

Por conseguinte, é imprescindível que o Governo Federal, por meio da ação do Ministério do Desenvolvimento, formalize palestras ministradas por psicólogos nas escolas sobre inclusão social e educacional. Além de divulgar campanhas publicitárias em redes sociais como o Instagram para o maior alcance da população juvenil sobre a causa em questão. Assim, através de ações sociais e mudanças na estrutura de ambiente próprio para as necessidades dos cidadãos será possível minimizar a exclusão das pessoas cegas no Estado brasileiro.