Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 28/08/2026

“Educação não transforma o mundo. Educação não muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Essa frase atribuída ao professor Paulo Freire, pode ser facilmente relacionada aos desafios para a inclusção educacional de pessoas cegas no Brasil uma vez que são muitas barreiras enfrentadas por esses indivíduos. Desse modo, destacam-se a insuficiência na formação docente e a carência de recursos.

Nesse contexto, é evidente que os desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil é agravada pela falta de formação docente. Segundo o Painel de Indicadores da Educação Especial do DIVERSA (Instituto Rodrigo Mendes), cerca de 94,2% dos professores regentes não tem formação continuada em educação especial. De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Educação e Cultua (MEC), um total de 5,8% dos professores no país tem formação para pessoas especiais. Sob esse enfoque, é de extrema importância ampliar os cursos de especializações, para que seja possível evitar um problema como esse.

Além disso, é essencial que recursos sejam disponibilizados para esses seres humanos. É válido destacar que o dificil acesso e materiais em braille para deficientes visuais é enorme e pode se tornar um problema grande para quem deseja aprender e estudar. Conforme o Censo Escolar, em 2024 apenas 36% das escolas públicas tem salas com recursos multifuncionais para estes. Nas outras 64%, não tem nem computador com leitor de tela.

Diante do exposto, pode-se perceber que medidas públicas precisam ser tomadas. É de grande valia que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação e Cultura, implementem mais cursos de especialização para os profissionais da educação. Portanto, cabe também ao MEC, em parceria com os estados e municípios criarem o projeto “Escola para Todos”, por meio de reformas em 60% das escolas públicas até o ano de 20230 utilizando o financiamento do FUNDEB, afim de garantir o direito a educação e fácil acesso a todos os estudantes com dificuldade visual. Dessa forma, será possível manter estudo de qualidade a todos os alunos do Brasil.