Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 17/10/2026
Manoel de Barros, poeta modernista brasileiro, desenvolveu a chamada ‘‘Teologia do Traste’’, caracterizada pela valorização de elementos frequentemente ingnorados pela sociedade. De maneira análoga, observa-se que a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil constitui uma questão negligenciada, tendo em vista que sua efetivação como direito acessível a todos permanece limitada no contexxto nacional. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes desse problema: discriminação social e falta de investimento.
Em primeiro lugar, é importante destacar a normalização de práticas discriminatórias como promotora do problema. De acordo o filósofo Adolfo Vazquez, a frequência de um determinado evento ocasionaria em sua naturalização. Dessa forma, a repetição de comportamentos preconceituosos relacionados à cegueira no ambinte escolar favorece a construção de estereótipo que associam a deficiência visual e á incapacidade intelectual. Sendo assim, o capacitismo passa a ser tolerado socialmente, fazendo com que estudantes cegos tenham sua capacidade de aprendizagem subestimada e sua participação escolar seja dificultada.
Ademais, é imperativo ressaltar a a carência de investimento como potencializadora da problemática. Acerca disso, segundo o filósofo John Rawls, uma sociedade justa pressupõe a distribuição equitativa de recursos e oportunidades. Entretanto, no Brasil, a ideia do teórico não é posta em prática, uma vez que é insuficiente a destinação de recursos para a educação inclusiva. Sendo assim, a escassez de verbas dificulta a implementação de tecnologias assistivas, como leitores de tela e capacitação de professores para lidar com as necessidades de estudantes cegos. Logo, esse cenário compromete a efetivação do acesso à educação assegurado pela Constituição de 1988.
Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estar da população amplie o investiemento destinado à educação inclusiva. Tal ação deve ser feita por meio de tecnologia assistivas, como leitores de tela e a oferta de cursos de capacitação de professores, a fim de garantir ensino de qualidade a pessoas cegas.