Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 19/10/2026

Manoel de Barros, poeta modernista , desenvolveu a chamada ‘‘Teologia do Traste’’, caracterizada pela valorização de elementos frequentemente ingnorados. De maneira análoga,observa-se que que a inclusão educacional de pessoas cegas constitu uma questão negligenciada, tendo em vista que acesso à educação ainda permanece limitado no contexto nacional. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: naturalização do comportamento e a falta de investimento

Em primeiro lugar, é importante destacar a normalização de práticas discriminatórias como promotora do problema. Nesse viés, o sociólogo Pierre Bourdie, desenvolveu o conceito de violência simbólica, que explica como formas de dominação podem ser naturalizadas socialmente. Sob essa perspectiva, a repetição de comportamentos preconceituosos relacionados à cegueira no ambiente escolar contribui para sua banalização, uma vez que favorece a construção de estereótipo que associam a deficiência visual à incapacidade intelectual. Sendo assim, estudantes cegos tem sua capacidade de aprendizagem subestimada por colegas e esducadores, o que dificulta sua participação escolar.

Ademais, é imperativo ressaltar a carência de investimento como potencilizadora da problemática. Acerca disso, segundo o filósofo John Rawls, uma sociedade justa pressupõe a distribuição equitativa de recursos e oportunidades. Entretanto, no Brasil, a idia do teórico nãoé posta em prática, uma vez que é insuficiente a destinação de recursos para a educação, comprometendo a construção de um ambiente escolar adequado as pessoas cegas. Sendo assim, a escassez de verbas dificulta a implementação de tecnologia assistivas, como leitores de tela e a capacitação de professores para atender as necessidades educacionais de estudantes cegos.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso,é necessário é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estar da população disponibilize verbas para a educação inclusiva. Tal ação deve ser feita por meio da aquisição de tecnologia assistivas, como leitores de tela e a oferta para a capacitação de professore, afim de garantir ensino de qualidade