Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 17/10/2023
O filme “Demolidor” mostra a história de um advogado cego, que apesar da deficiência, conseguia superar seus desafios e combater o crime. Fora da ficção, no Brasil, a inclusão educacional de pessoas cegas é uma situação a ser debatida, seja pelo fato de o problema ser ignorado, bem como da ineficiência do Estado em garantir assistência necessária a essas pessoas.
Primeiramente, é sabido que pessoas deficientes tem sido pouco reconhecidas pelas suas condições. Para Aldoux Huxley, escritor, os fatos não deixam de existir só porque são ignorados. Dessa maneira, observa-se que a inclusão de cegos na educação é um tema pouco desenvolvido, trazendo prejuízos para o acesso dessas pessoas no ambiente escolar. Logo, medidas devem ser tomadas para reverter essas condições.
Ademais, políticas públicas educacionais voltadas para esse público não são elaboradas, prejudicando assim, sua inclusão. De acordo com o filósofo, Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadão. Contudo, ainda são necessárias mais ações que priorizem o alcance desse grupo ao ambiente estudantil. Dessa maneira, é plausível que a situação é de responsabilidade dos governantes e que precisa ser posto em pauta para sua execução.
Nesse viés, é necessário que a inclusão de pessoas com necessidades visuais seja articulado pelo poder público. Cabe ao Estado, por intermédio do Ministério da Educação, criar políticas de inclusão nas escolas, desenvolvendo programas de capacitação em braile para os professores da rede ensino, além da contratação de monitores específicos que possam dar suporte aos estudantes. Com isso, os discentes cegos teriam apoio na execução de suas atividades escolares. Dessa forma, assim como o “Demolidor” conseguiu superar sua deficiência, as pessoas cegas no Brasil teriam condições de terem uma melhor qualidade de vida através da educação.