Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 20/10/2023

O lema “Ordem e Progresso”, inscrito do Símbolo Pátri máximo, de cunho positivista que, preconizado por August Comte, prega o desenvolvimento social a partir do científico, demonstra-se incoerente com o contexto hodierno da Nação. Nesta linha, uma sociedade em que pessoas cegas são excluídas da educação, não seria, em todos seus sentidos, antagônica ao espírito de uma sociedade desenvolvida? Dito isto, infelizmente nota-se a imobilidade do Setor Público ao que tange o seu interesse na inclusão educacional de pessoas cegas.

Em consonância com Nelson Mandela, que afimar que “a educação é a arma mais poderosa”, não é possível uma sociedade - ou um grupo dela - se desenvolver sem ser amplamente incluída no processo educacional. Visto que, além de a educação ser garantida pela Constituição Federal de 88, ela é indissociável da noção de vida digna (também garantida pela CF/88). Nesta linha, é imperativo que, para o cumprimento do ostentado na Bandeira do Brasil, as pessoas cegas sejam amplamente inseridas no processo educacional brasileiro.

Contudo, nota-se que, a classe política brasileira faz como afirma o economista Murray Rothbard: “a classe política, em detrimento do interesse público, toma decisões baseadas em interesses próprios”. Assim, justificada a negligência do Governo em superar os empecilhos à educação dos deficientes em questão.

De acordo com o supracitado, demanda-se que, como solução plausível, o Estado, na figura do Ministério da Educação, disponibilize cursos a fim de capacitar os professores da rede pública a ensinarem os alunos cegos. Curso este ministrado à noite, período em que grande parte dos professores não estão trabalhando. Desta maneira, as dificuldades ao ensino de cegos serão em muito mitigadas e, assim, a sociedade brasileira dará um salto a mais rumo ao desenvolvimento social.