Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 18/10/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e confli- tos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a inclusão educacional de pessoas cegas apresenta obstáculo, a qual dificulta os planos de More. Esse cenário antagônico, é fruto tanto da falta de investimentos na educação, quanto a escassez de empatia na socieda-

de. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses desafios, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de investimentos na educação, contribui para a disseminação da exclusão de pessoas cegas nas escolas, proveniente da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Sob esse viés, as autoridades trabalham de maneira individualista, não garantindo os direitos básicos das pessoas com deficiência, con-sequentemente o seu bem-estar físico e mental são impactados. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a escassez de empatia na sociedade como pro- motor do problema. Sob essa perspectiva, de acordo com o Mistério da Educação, de 100 brasileiros quase 19 deles possuem algum tipo de deficiência. Então, com esse dado percebe-se um número relevante de pessoas cegas, e elas ainda lidam com o preconceito e discriminação enraizados na sociedade. Tudo isso retarda a resolução desse empecilho, já que a falta de empatia contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com intuito de mitigar os desafios para inclusão educacional de pessoas cegas, necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em políticas públicas, através de programas educacionais para pessoas cegas. Desse modo, atenua-se á, em médio e longo prazo, o impacto