Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 23/10/2023
No filme “Hoje eu não quero volta sozinho” é contatada a história de um adolescente com deficiência visual tentando se aceitar e se incluir dentro do ambiente escolar. Fazendo um paralelo a realidade das pessoas cegas no Brasil, o filme evidência os problemas reais, enfrentados no país, a respeito da difícil inclusão dessas pessoas no ambiente escolar e a clara ineficiência estatal ao se tratar do assunto.
Em uma primeira análise, é necessário entender o problema por trás da deficiência do país em acolher essa parcela da população. Ao observar os dados publicados pelo jornal digital -O Globo- que contabilizam 70 por cento dos deficientes com o ensino fundamental incompleto, fica notoria a existência de um ambiente inóspito para os excepcionais dentro das instituições de ensino. Sob essa óptica, além de ser observada uma grande deficiência dos conhecimetos gerais aos atingidos, agrava a exlusão social sofrida, visto que, é dentro da escola que se iniciam as interações sociais e as primeiras amizades.
Sob esse viéis, é importante ressaltar a responsabilidade do estado por essa defasagem. Diante do cenário de cortes de 50 por cento das verbas direcionadas a educação, pelo governo, dentro do período de 2019 a 2022, fica clara a visão dos governantes a respeito de investimentos para além da formação de uma sociedade estudada, o interesse em incluir pessoas cegas no ambiente escolar. Sob esse prisma evidenciado pelo G1, observa-se que, com cortes tão drásticos, as minorias são as primeiras a sofrerem com a pouca verba, como mostrado anteriormente, o abandono do estudo feito em larga escala pelos deficientes, está inteiramente relacionado ao ambiente escolar que não está preparado para receber essas pessoas.
Portanto, diante da problematica exposta, é necessário ações governamentais para a contenção dos danos dessa exclusão. Por meio de um projeto de lei proposto pelo Ministério da Educação - responsável por zelar pela educação de todos os brasileiros-, visando ampliar as verbas direcionadas a ampliação de ferramentas para ajudar na educação da população cega do Brasil. Dessa forma, após a aprovação do projeto pela câmara dos deputados, a inclusão dos necessitados especiais será -ao menos- um pouco mais saciada.