Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 20/10/2023
O conto “O Sonho de um Homem Ridículo”, de Fiódor Dostoiévski, retrata uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de entraves sociais. Fora da ficção, o cenário brasileiro opõe-se ao do idealizado na obra, uma vez que a baixa inclusão educacional de pessoas cegas é um empecilho a ser superado. Desse modo, medidas são cruciais para combater esse impasse, o qual tem ,como causas, a ausência de apoio estatal e da apatia dos representantes públicos.
A princípio, nota-se o desserviço estatal como um dos fatores para a falta de suporte ao ensino de deficientes visuais. Nesse viés, o filósofo Zygmund Bauman, ao criar a expressão “Instituições Zumbis", preconizou que algumas instituições, como o Estado, estão a perder sua função social. Nessa ótica, tal visão se aplica à realidade nacional, pelo fato de que o Estado, agente regulador dos direitos civis, negligencia seu papel ao deixar uma lacuna na Assistência do letramento desses cidadões, visto a falta de apoio governamental. Logo, de modo a prejudicar a formação e posteriore entrada no mercado de trabalho, assim segregando-os. Contudo, é inadmissível que esse problema persista sem a atenção do governo.
Ademais, ressalta-se o descaso dos governantes como outro fator causador dessa conjuntura .Nesse sentido, a obra literária de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira” revela um tecido social moralmente cego, o qual é marcado pelo egoísmo e pela apatia social. De maneira análoga, constata-se a insensibilidade dos servidores públicos em não ratificar a ineficiência da educação dos cegos como problema urgente, em razão da baixa demanda política-civil por mudanças no quadro atual. Desta Forma a criar uma postura irresponsável e convergente com um sistema apático. Diante disso, é inaceitável a permanência desse panorama, o qual destoa da utopia de Dostoiévski, dadas as imperfeições no território patrio.
Em conclusão, constata-se a urgência de combater os dilemas enfrentados pelo descaso do Estado e dos governantes. Logo, é essencial que o Ministério da Educação, o qual é responsável pelo ensino da nação, formular uma lei do ensino obrigatório voltado para deficientes visuais, realizada por profissionais capacitados, através de uma atualização socio-educacional que seja implementada em todas as instituições de ensino, a fim de garantir o direito e a integração de todos no país.