Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 24/10/2023

A “atitude de Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The metropolis and mental life” - ocorre quando um indivíduo passa a agir de maneira indiferente diante de situações que ele deveria dar atenção. Analisando esse termo e relacionando-o com o comportamento do governo diante dos desafi-os para a inclusão social de cegos no Brasil, nota-se grande similaridade. Dentre os principais desafios para que haja a inclusão de deficientes visuais no ambiente es- colar, tem-se a falta de professores capacitados para ensiná-los e também a falta de infraestrutura adaptada para a mobilidade desses indivíduos.

Em primeiro lugar, vale destacar que na Constituição Federal de 1988, no artigo 205, é exposto que a educação é um direito de todos. Entretanto, no Brasil, a falta de profissionais da educação especializados no ensino de pessoas com deficiência visual, mostra que esse direito é apenas uma teoria. Visto que, pessoas cegas são duramente segregadas no ambiente educacional, por não possuirem professores capazes de ensiná-las o que todos os alunos, sem tal condição, aprendem todos os dias nas salas de aula.

Além disso, é necessário destacar que a falta de infraestrutura, nos colégios, adaptadas para a mobilidade dos deficientes visuais, é um grande empecilho para a inclusão educacional deles. Uma vez que, desestimula esses indivíduos a frequentarem o ambiente escolar, pois há a possibilidade de se acidentarem em lugares comuns por não haver um amparo estrutural que garanta a eles segurança e informações sobre onde devem trafegar.

Diante do exposto, foi possível entender alguns dos motivos que impedem a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil. Logo, para cessar essas problemá-ticas, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de programas educacio-nais destinados aos professores, promova cursos que capacitem os docentes, de todo o país, a ensinarem deficientes visuais. Também é necessário que o Ministério da Educação exija do Governo Federal, por meio de reuniões de planejamento educacional, verbas para adaptar a infraestrutura colegial aos cegos, de modo que não haja dificuldade para esses indivíduos transitarem no ambiente escolar. Dessa maneira, a inclusão educacional de cegos no Brasil será alcançada.