Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 31/10/2023
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo cidadão deve nascer gozado de liberdade, igualdade e dignidade em direitos. Todavia, isso não corresponde à realidade, vista a existência dos desafios para inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil. Deveras, no que tange ao poder e grau de intervenção e transformação do Estado, há uma falta de atenção com a baixa acessibilidade que as pessoas com problemas visuais possuem, junto a isso, há o preconceito por parte da sociedade civil que, muitas vezes, não as veem como pessoas capazes e ativas para as funções sociais. Dessa forma, é notório a existência de empecilhos que atrasam e até mesmo segregam os deficientes, limitando seu devido espaço social.
A princípio, segundo o filósofo Rousseau, “todo homem nasce livre, mas em toda parte se encontra acorrentado”. A partir dessa análise, contextualiza-se a contínua falta de inclusão no sistema educacional com as pessoas cegas no Brasil, e o enfrentamento de obstáculos cotidianos para serem inseridas no meio social, o que acaba impedindo a liberdade e igualdade de pessoas com algum grau de deficiência, visto que, no raciocínio do autor, o homem está sempre cercado de mazelas sociais. Desse modo, é imprescindível discutir os motivos que levam a exclusão deles nas escolas, universidades, mercado de trabalho, ou mesmo em redes sociais, pois é inadmissível sua permanência.
Ademais, é perplexo o fato de a discussão sobre acessibilidade aos deficientes ser tão pouco discutida coletivamente, dado que, mais de 30% da população brasileira tem algum grau de dificuldade ou deficiência, seja ela visual, motora, auditiva ou intelectual, como mostra o relatório divulgado pelo IBGE. Nessa perspectiva, é evidente que a solução para isso requer inserção e pertencimento as funções sociais. Sendo assim, ao debater os desafios da inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil, averigua-se uma negligêngia governamental no que tange ao tema.
Em suma, conclui-se que só é possível alcançar a liberdade definida por Rousseau, através do cumprimento de seus respectivos direitos. Posto isso, cabe ao governo, por meio de uma ação conjunta entre os Ministérios da Educação e Cultura, desenvolver não só materiais de apoio, mas também meios de integração, visando dá-los o merecido grau de pertencimento social. Dessa maneira, poder-se-á enfrentar os desafios de inclusão que atingem as pessoas cegas no Brasil, dando a elas o cumprimento de seus direitos e o acesso a educação, alcançando, assim, a igualdade a partir do respeito e compreensão das diferenças.