Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 31/10/2023
“Ensaio sobre Cegueira” retrata a invisibilização de certos problemas da sociedade. Nesse viés, na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada nos desafios para inclusão educacional de pessoas cegas, que tem impedido parcela da população usufruir do direito a uma vida digna. Nesse sentido, observa-se um delicado estorvo, que se enraiza no silenciamento e na insuficiência legislativa.
Diante desse cenário, a falta de debate é um desafio presente na problemática. Sob esse aspecto, Djamila Ribeiro explica que “é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas”. Porém, há um silenciamento instaurado na questão dos desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas, visto que a falta de discussão séria e massiva sobre a temática tem levado essa parcela de cidadãos sofrerem discriminação, exclusão social e educacional. Desse modo, urge tirar o cenário do oculto para atuar sobre ele, como defende a pensadora.
Ademais, a ineficiência legislativa é um entrave no que tange ao obstáculo. À vista disso, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir o direito a uma vida digna. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente na questão dos desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas, dado que o direito a uma educação acessível e de qualidade tem sido adquirida apenas na teoria, sendo assim, na prática, é necessário uma atenção aprofundada da temática para preservar esse direito tão importante. Logo, com a Constituição enfraquecida, o problema persiste.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Instagram deve criar uma campanha que trate dos desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas, por meio de tutoriais com orientações precisas, a fim de reverter o silenciamento que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada com uma hashtag" para atingir mais pessoas. Outrossim, o poder público pode criar pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Com isso, o Brasil poderá ser melhor nesse quesito.