Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 01/11/2023

“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na socidade brasileira. A crítica de Dimenstein, atualmente, pode ser notada com a exclusão educacional de pessoas cegas, que invisibiliza esses cidadãos. Nesse contexto, o problema existe devido ao investimento insuficiente e ao preconceito sob esse público.

Diante desse cenário, é preciso avaliar o impacto da ausência de recursos estatais para a integração desses indivíduos no ambiente acadêmico. Nesse quesito, segundo a Constituição Federal de 1988, o Estado deve fornecer educação para todos os cidadãos. Todavia, para deficientes visuais esse acesso é limitado, dado que nem sempre existe profissionais, materias e metodologias de ensino em todas as escolas para eles, ocasionando uma falta de inclusão educacional, que prejudica o desenvolvimento futuro. Assim, a precaridade estrutural é um impasse para esse segmento no espaço escolar.

Além disso, outro desafio é o comportamento preconceituoso que dificulta a resolução desse problema. Nesse ponto, o sociólogo Pierre Bourdieu conceitualiza a " violência simbólica " que, baseada em ações de preconceito, deslegitima o cidadão diferente. A partir disso, pessoas com necessidades especiais sofrem à injustiça de serem tratadas, por parte da sociedade, como não produtivas para o coletivo, limitando o pertencimento dessas comunidades no âmbito das escolas, por exemplo. Dessa maneira, esse comportamento acrítico e lamentável é um obstátculo a ser ultrapassado.

Por fim, é essencial que o governo mitigue as questões supracitadas. Para isso, o Ministério da Educação - em detalhe, responsável pelo estabelecimento de políticas públicas direcionadas à educação - deve alocar mais verbas para a capacitação dos educadores e das instituições de ensino, por meio de parcerias com os estados e munípios, objetivando reduzir a segregação dos estudantes com cegueira parcial ou total. Ademais, a mídia precisa atuar com campanhas contra o prejulgamento capacitista que tenta invisibilizar tal parcela social. Só desta forma, será possível a inclusão plena.