Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 30/11/2023
Raimundo Teixeira Mendes, filósofo brasileiro, foi quem estampou na bandeira brasileira a frase positivista “Órdem e Progresso”. Todavia, esse Progresso é quase uma utopia, quande se olha para a falta de inclusão das pessoas cegas no ambiente escolar em nosso país. Diante dessa fatídica situação, há que se analisar dois pontos cruciais acerca desse tema: O preconceito que essas pessoas sofrem e a inércia do poder público.
Neste contexto, observa-se que a inércia do poder público é praticamente proposital. Isso comprova a tese de Zygmunt Bauman, em que o filósofo diz: “algumas instituições deixaram de cumprir seu papel e passaram a operar como instituições “Zumbis””. Diante disso, o Estado brazileiro precisa cumprir sua obrigação de agir e, assim, dar a essas pessoas a oportunidade de se qualificar para o mercado de trabalho nas escolas e fora dela.
Outrossim, o preconceito arraigado acerda das pessoas portadoras de cegueira precisa ser atacado. Segundo dados do IBGE, em 2010, aproximadamente 18,6% da população brasileira possui algum grau de cegueira. Esse percentual é muito alto, e essas pessoas são dignas de serem incluídas no contexto educacional desse país. Essa inclusão, além de justiça social, traria mais dignidade à essas pessoas. Sem falar no valor econômico que seria agregado, uma vez que todas ela fossem inseridas também no mercado de trabalho.
Por fim, urge que se coloque em prática aquilo que está estampado em nossa bandeira. Para isso, é preciso que a mídia brasileira, por meio de seus diversos canais, informe mais e melhor as pessoas, a fim de concientizá-las. Paralelamente a isso, o governo prasileiro precisa agir, mas agir rápido. O Presidente da República - chefe do Poder Executivo federal -, que tem a prerrogativa de propor iniciativa de lei, poderia propô-la ao Congresso nacional, a fim de assegurar às pessoas cegas vagas nas escolar públicas e privadas, dando-lhes, com isso, um pouco mais de justiça social e dignidade.