Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 06/02/2024
Na Segunda Guerra Mundial, acontecia a Eutanásia nazista, que significava o extermínio de pessoas incapacitadas fisicamente ou mentalmente, que, na visão nazista, eram considerados “improdutivas”, o programa tirou a vida de mais de 200.000 pessoas. Atualmente, as pessoas com necessidades especiais estão sendo, cada vez mais, inclusas na sociedade, porém em suas vidas cotidianas ainda estão repletas de dificuldades como sociais e educacionais.
No filme “hoje quero voltar sozinho”, mostra a realidade de muitos deficientes visuais, tal qual o preconceito e o bullying presentes nas escolas. Como na cena da sala de aula, onde ninguém queria sentar do lado do protagonista pois, segundo eles, quem fica perto dele precisa fazer favores. Isso mostra que as escolas não estáo preparadas para receber estudantes com necessidades especiais, afinal, nesses ambientes possuem escadas, degraus e pilares que atrapalham o caminho. Além disso, os materiais de estudo e até mesmo professores não estão preparados para lidar com essas situações. Já que existe uma falta de conhecimento em Braille e de ações empaticas para ajudar esses alunos.
Ademais, de acordo com a MEC, no Brasil, cerca de 94% dos professores regentes não tem formação continuada sobre Educação Especial - educação básica, que tem como público pessoas deficientes. Assim, muitos profissionais da educação não possuem o conhecimento para, até mesmo, ensinar e auxiliar os alunos especiais. Além do mais, com essa falta de ensino, muitas crianças com necessidades não tiveram a oportunidade de aprender Braille, ou por falta de cursos ou pela ausência de incentivo dos pais e professores.
Diante disso, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Tal qual palestras criadas pela MEC nas escolas para instruir os alunos sobre a importância da inclusão dos deficientes na sociedade e como o bullying pode prejudicar suas vidas. Para mais, de acordo com o Artigo 6 “são direitos sociais a educação e lazer” novamente o Ministério da Educação deve investir mais em cursos gratuitos especializados em Braille para crianças e adultos, além de instruir as escolas a pensar em maneiras de melhorar o ambiente escolar para os necessitados.