Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 16/01/2024

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia jurídica no Brasil, assegura a todos a edificação de uma sociedade livre, justa e solidária. Todavia, as cicatrizes causadas aos deficientes visuais devido a falta de inclusão na educação brasileira mostram que os indivíduos não experimentam esse direito na prática. Tal discriminação é arquitetada com um conjunto de fatores, como a inércia do Estado e a falta de profissionais qualificados.

Diante desse cenário,a negligência do Estado, no que tange à integração de deficientes visuais na educação figura-se como um dos fatores de desafio. Sob esse viés, para o filósofo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição, quando posicionada de forma a ignorar sua função social, é considerada em um estado de “zumbi”. Nessa perspectiva, o Estado brasileiro é análogo a esse conceito, visto que, no que tange à elaboração de medidas de incentivo de pessoas cegas nas escolas, ele é ausente.Dessa maneira, o Governo deixa que motivar a inclusão de indivíduos com necessidades especiais nas escolas - sem a elaboração de vagas destinadas exclusivamente a esse público. Diante dos fatos apresentados, é imperativo uma ação do Estado para mudar essa realidade.

Além disso, a carência de profissionais qualificados concretiza-se como fator de peso na problemática. Sob tal óptica, para o ex-presidente Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que alguém pode usar.De forma análoga, indivíduos que não possuem conhecimento adequado para lidar com pessoas cegas nas escolas estão desarmadas para mitigar o problema. A exemplo disso,

muitos especialistas educacionais não conseguem atender pessoas com deficiência visual devido à falta de preparo, incluindo o conhecimento de Braille.

Portanto, há imperatividade de combater os problemas enfrentados pela inoperância do Governo e a carência de profissionais qualificados. Para isso, o Governo Federal - responsável pelos interesses públicos- deve incluir cegos nas escolas com vagas reservadas e oferecer cursos de qualificação para especialistas em educação. Por meio de reuniões com Congresso Nacional, a fim de reduzir a exclusão educacional desse público. Desse modo, espera-se que a Constituição seja efetivada na prática, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária