Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 06/02/2024

No livro “extraordinário” é representada a história de August, um menino nascido com deficiências, em meio às suas dificuldades dentro do ambiente escolar. Nessa conjuntura, observa-se que fora da ficção também há problemas relacionados a falta de inclusão acadêmica de indivíduos que portam deficiências físicas e/ou mentais. Desse modo, percebe-se que os desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil se dão pela baixa eficiência sobre as leis brasileiras e pelo preconceito social contra essas pessoas.

Primeiramente, sabe-se que as leis brasileiras, assim como a constituição, são responsáveis pela garantia de direitos sociais a todos os cidadãos do país. Porém, diversos desses direitos não são cumpridos, o que impossibilita a inclusão social e educacional de indivíduos que portam algum grau de deficiência visual. Assim como se observa na obra “Homem de Papel”, de Gilberto Dimenstein, que afirma o fato do Brasil ser um país em que a constituição garante diversos direitos, direitos cuja efetivação não é devidamente realizada.

Ademais, dar-se a entender pela palavra “preconceito” que esse termo é utilizado para se referir a intolerância que uma pessoa apresenta contra outros indivíduos ou grupos sociais. Dessa maneira, nota-se que o desrespeito social contra portadores de algum grau de deficiência visual no Brasil é um dos fatores que acabam por dificultar sua inclusão em meio ao ambiente educacional. Assim como se observa no site “Unicamp”, que aponta o fato de haver no país atos de intolerância e bullying contra cegos em aulas de educação física, havendo, portanto, um estímulo ao isolamento e exclusão dessas pessoas no meio acadêmico.

Portanto, infere-se que para aumentar a inclusão de pessoas cegas no Brasil é necessário que agentes do Poder Legislativo - Poder responsável por criar e redefinir as leis que regem o país - criem leis que garantam a eficiência de políticas de apoio educacional e social a essas pessoas a partir de incentivos governamentais e sociais que teriam por finalidade aumentar a participação social desses deficientes. Além de mudanças dentro da formação educacional de professores e educadores, tornando-os mais preparados para cuidar de cegos.