Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 27/02/2024

Segundo o artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os cidadãos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Contudo, ao analisar a inclusão educacional de pesssoas cegas em questão no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, essa prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema, motivado pela negligência estatal e pela lacuna educacional, promove mais um impasse entre os cidadãos do país.

A princípio, é incontestável que a indiligência estatal está entre as causas das dificuldades de inserção de deficientes visuais no meio educacional brasileiro. Segundo Nicolau Maquiavel, no seu livro “O Príncipe”, o governo deve, para se manter no poder, operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, no Brasil, há uma grande dificuldade em introduzir pessoas cegas em ambientes de aprendizagem, sobretudo por falta de recursos e profissionais que atendam essa parcela da população. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio da isonomia no qual todos devem ser tratados de maneira igualitária.

Outrossim, vale destacar a lacuna educacional brasileira vista nos dias atuais. Nesse sentido, é notório no país a falta de interesse de profissionais da área da educação em se profissionalizarem em estudos de atendimento a pessoas cegas. Sob essa ótica, segundo o intelectual brasileiro Paulo Freire, o educador se eterniza em cada ser que educa. Nessa lógica, se há uma deficiência no número de pessoas capazes de atender a essa parcela da população, essas pessoas terão, por consequência, pouco ou nenhum vínculo educativo com suas instituições de ensino e seus educadores. Dessa maneira, tal empecilho, sob a ótica social, não deve continuar a existir na sociedade.

É fulcral, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver esse revés relacionado à inclusão educacional de pessoas cegas no território nacional. Para tanto, o Governo, em parceria com o MEC, deve financiar projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, a fim de diagnosticar as carências relacionadas às dificuldades do ensino para deficientes visuais no país, sobretudo investindo na capacitação de profissionais para a área. Dessa maneira, a ação iniciada no presente será capaz de modificr o futuro de pessoas cegas no país.