Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 17/03/2024
De acordo com o Artigo 26º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “toda pessoa tem direito a educação”. Entretanto, tal clausula da DUDH não está sendo aplicada corretamente, enquanto se encontram graus consideráveis de obstáculos na educação de pessoas cegas no país. Além disso, a falta de conscientização por parte da maioria da população em relação a esses casos acaba perpetuando a invisibilidade desses indivíduos. Sendo assim, evidente a urgência de implementar medidas que abordem esse impasse, visando promover uma sociedade com oportunidades educacionais igualitárias.
Em primeiro lugar, é crucial alegar que pessoas que possuem deficiências visuais, são as que mais sofrem com dificuldades de aprendizado no Brasil. Diante desse cenário, o IBGE em 2010 elaborou um censo voltado à educação, expondo que quase 20% dessa categoria arca com alguma adversidade no quesito educação. Desse modo, torna-se evidente a lacuna educacional enfrentada por essa parcela da população.
Em segundo lugar, é crucial ressaltar que a falta de conhecimento sobre essa realidade acaba obscurecendo essas questões para grande parte da população. Em virtude disso, o ex-presidente da República Jânio Quadros elaborou um decreto, que declarava que dia 13 de Dezembro era “O Dia Nacional do Cego”, visando expor de forma mais eficiente a realidade de muitos brasileiros. Contudo, atualmente, ainda é considerada uma realidade invisível por grande parte dos brasileiros. Logo, surge a necessidade de ampliar os esforços de conscientização e promover uma mudança efetiva para garantir a inclusão e o respeito aos direitos das pessoas cegas em nossa sociedade.
Portanto, é perceptível a demanda de atitudes que analisem esses obstáculos, com fim de proporcionar uma sociedade de educação igualitária. Diante disso, o Ministério da Saúde, deve investir na área educacional e profissional que atenda a necessidade da população cega no país, com fim, de conceder um ensino de qualidade para a população independentemente de sua condição física. Desse modo, concedendo um país desprovido de desigualdade acadêmica.