Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 17/03/2024
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a invisibilidade educacional de pessoas com deficiência visual, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à ausência adequada de formação de professores, mas também a falta de materiais, recursos e equipamentos adaptados aos alunos com essa deficiência, diante desse quadro alarmante.
Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais sobre impor profissionais capacitados para esses alunos. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, cita-se no site Terra que 94% dos professores não tem formação para lidar com alunos com deficiência, sendo assim dificultando o acesso inclusivo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
De outra parte, a falta de recursos e materiais escolar também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o próprio Inep e o MEC, das mais de 188 mil escolas brasileiras, pouco mais de 41 mil possuem acessibilidade arquitetônica. Partindo desse pressuposto, percebe-se que além de lidar com os desafios e impactos das limitações físicas na rotina, a exclusão social e a falta de acessibilidade também podem causar raiva, culpa, angústia e afetar de forma negativa a sociedade brasileira. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho já que a falta de equipamentos adaptados contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Urge, portanto, que é essencial por intermédio do Governo, será revertido em dar prioridades à escolas com acessibilidade, através de investimentos materiais e profissionais, uma vez que fará inclusão na educação, com objetivo de receber todos os alunos de forma igual e com direito educacional de qualidade.