Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 25/05/2024
A série “Cúmplices de um Resgate”, produzida pelo SBT, traz consigo o per-
sonagem Téo, um garoto cego que enfrenta diversos desafios em casa e, principal-
mente, na escola. Analogamente, a realidade brasileira não se difere da realidade da obra, pois existem inúmeras entraves na inclusão de pessoas cegas em uma educação de qualidade. Com isso, pode-se afirmar que o sistema educacional do Brasil não tem uma estrutura necessária para incluir os deficientes visuais, apre- sentando problemas com a falta de profissionais especializados e com a negligên-
cia do Estado.
Inicialmente, é possível destacar como barreira para a inclusão educacional dos cegos a carência de profissionais especializados nas escolas. Segundo o pensa- mento de Emmanuel Lévinas, filósofo francês, a sociedade teme o que é indiferen-
te, ou seja, há um preconceito com os indivíduos que diferem-se de um padrão. Sob esse ponto de vista, é possível ver a ausência de pessoas, dentro do âmbito es-
colar, com aptidão para atender as necessidades educacionais dos deficientes vi-
suais, tendo em vista suas particularidades. Sendo assim, medidas que promovam uma melhor integração desses indivíduos são necessárias.
Além disso, outro fator implicante nessa inclusão é a negligêncial estatal. De acordo com a Carta Magna, de 1988, “todos os cidadãos são iguais perante a lei”, em outras palavras, o acesso a educação é um direito de todos que ingessam a sociedade brasileira. No entanto, o Estato falha no seu dever quando não cria me- ios que incluam as pessoas com necessidades especiais, no caso dos cegos, é per-
ceptível a falta de investimento do Governo em medidas que auxiliam no processo educacional dos deficientes visuais, não assegurando o direito deles à educação. Posto isso, é necessária uma maior atenção do Estado nesse quesito.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação criar cursos de especialização pa- ra os docentes, além de outros profissionais da educação, por meio de campanhas que disponham de cursos gratuitous e uma maior remuneração desses profissio-
nais, visando aumentar a quantidade de educadores aptos para atender as ne- cessidades educacionais dos cegos e garantir um melhor aproveitamento do direito disposto à eles pela Constituição