Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 25/06/2024

A Constituição Federal de 1988 garante, no artigo 5, o direito à vida, ou seja, é um direito do homem ser reconhecido como cidadão, para assim ter acesso aos serviços básicos oferecidos à população, como saúde e educação. Porém, o preconceito e a inoperância estatal aos deficientes visuais, no que diz respeito a educação, tem se tornado um impecilho para a efetivação desse direito.

Diante disso, é importante destacar que um dos fatores que tem dificultado o acesso dos deficientes visuais à educação é o preconceito enraizado na cultura brasileira. Já que, através de atitudes preconceituosas, a população cega se sente rejeitada pelo restante da sociedade. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva mostrou que 77% das pessoas com deficiência visual já vivenciaram situações de preconceitos durante seus deslocamentos. Essas situações deixam um alerta para mudanças.

Além disso, outro fator que corrobora para a falta de acesso à educação pelos cegos é a inoperância estatal. Visto que, na maioria das escolas não há uma estruturação adequada para o acomodo dessas pessoas, pois faltam pisos e corrimões táteis, além de um material didático específico para eles. Em um Censo escolar, realizado pelo Ministério da Educação, foi apontado quase 48 mil escolas sem os itens básicos de acessibilidade, que são obrigatórios em qualquer local aberto ao público.

Portanto, para mudar essa realidade é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, amplie os investimentos em infraestrutura nas escolas, de modo a torná-las seguras e acessíveis aos deficientes visuais. Além disso, a mídia deve, por meio de campanhas publicitárias, ampliar discussões sobre o tema na sociedade. Com isso, os direitos previstos no artigo 5 da Constituição, será de fato garantido.