Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 28/06/2024

No Brasil, a qualidade e distribuição da educação formal é um problema persistente, pois essa fornece um aprendizado ultrapassado e pouco interativo, o que contribui para o desinteresse dos alunos. Nesse sentido, o cenário piora em relação às pessoas cegas, que enfretam desafios consequentes desse aspecto pedagógico, o qual impede ou limita sua inclusão educacional. Logo, a negligência governamental somada ao ensino acadêmico arcaico agravam a problemática.

Sob esse viés, o pífio compromisso governamental na aplicação de políticas públicas existentes, como o Programa Escola Acessível, e na elaboração de novas ações efetivas, prejudica o desenvolvimento social da população cega. Nesse contexto, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a sociedade é um reflexo do sistema que a compõe. Analogamente ao pensamento de Parsons, o governo é a ferramenta fundamental para inserção de pessoas com deficiência visual no âmbito educacional, pois a má qualidade da educação no país contribui para exclusão e escassa participação na conjuntura acadêmica. Assim, é essencial a priorização desse tópico.

Outrossim, além da mínima qualidade de ensino, a defasada abordagem utilizada precariza de maneira exorbitante a aprendizagem de pessoas visualmente comprometidas. Nessa perspectiva, consoante ao educador Paulo Freire, a educação é capaz de proporcionar grandes transformações sociais. No entanto, para que a afirmação de Freire seja consolidada, é importante que o sistema pedagógico e os profissionais educacionais evoluam junto com as necessidades coletivas, uma vez que a inclusão de alunos cegos configura um importante passo para sua ascensão social e independência.

Portanto, são notórios os desafios enfrentados para inclusão de pessoas cegas no Brasil. Dessa forma, é dever do Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, ampliar a inserção de pessoas cegas nas instituições de ensino, por meio de medidas de afirmação eficientes que garantam a sua inclusão, com o objetivo de aprimorar o sistema educacional e capacitar profissinais, para que a comunidade afetada seja inserida não apenas na educação, mas socialmente, usufruindo dos direitos básicos.