Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 20/07/2024
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e é dever do Estado e da família promovê-la. Nesse sentido, todavia, isso não ocorre na realidade devido a falta de inclusão da população cega no ensino do país, uma prática contraditória para um governo democrático. Dessa forma, é importante discutir não só o preconceito contra os deficientes visuais no Brasil, mas também o falho sistema educacional da Nação como propulsores desse entrave.
Em primeiro lugar, na Antiga Esparta, o infanticído de bebês deficientes era comum, pois acreditava-se que aquelas crianças eram subumanas. Nessa ótica, atualmente, o escárnio para com o defíciente, ainda é visível, ao passo que os cegos ainda são consederados, no meio social e no mercado de trabalho, como insuficientes, defeituosos ou dependentes, o que atinge diretamente a dignidade desse cidadãos. Nesse contexto, segundo o filósofo “Zismunt Bauman”,na sociedade capitalista de descarte, as pessoas consideradas improdutivas são renegadas, o que ocorre, infelizmente, com os indivíduos com limitação visual.
Ademais, a falta de investimento em inclusão faz com que esse grupo fique à margem da sociedade.Nesse viés, assim como retratado no filme “Ray Charle’s”, no qual um menino ao perder a visão, vai a uma escola adaptada, na qual torna-se músico.Nesse contexto,o frágil sistema escolar do país, devido a falta de recursos e organização dificulta a eficácia do ensino,pois,visto que não há a impressão de materias em libras nas escolas, além da falta professores especializados causa a evasão escolar desse público,o que é um grande problema para a Nação.
Portanto, é preciso promover o ensino para os cegos no Brasil. Para isso, o Governo junto a inciativa privada deve investir em tecnologias inclusivas como livros em libras e os aplicativos de inteligência artificial,com o intuito de garantir um a didática compatível com os alunos e assim o aprendizado verdadeiro será atingido. Outrossim, a normalização do deficiente na sala de aula eliminará, aos poucos,o preconceito contra esses indivíduos, e assim sua dignidade será protegida.