Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 15/07/2024
Para o ex-presidente sul-africano e também líder revolucionário contra o Apartheid, “a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Essa famosa citação, porém, não se constitui uma realidade, visto que o processo educativo ainda é excludente, o que impulsiona os desafios para a inclusão educacional. Esse cenário defasado é mais intenso em relação a população com deficiência (PCD) visual e, no Brasil, essas barreiras se constituem na não formação da alteridade, bem como na inobsevância das leis democráticas.
Nessa perspectiva, primeiramente, a construção da empatia na sociedade hodierna é um fator crucial para o avanço da solidariedade e da comunidade, em promoção da equidade e do respeito. Dessa maneira, com esse pensamento, o jornalista uruguaio Eduardo Galeano afirmou que " a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la". Assim, segundo esse pensador, o “calçar o sapato do outro” é solucionar desafios com o intuito de incluir educacionalmente as comunidades, especialmente a cega. Dessa forma, tornar conhecidas as dificuldades que rodeiam esse grupo social é fundamental para
a alteridade e para a garantia da formação socio-educacional brasileira.
Ademais, a dignidade humana, assim como o sistema democrático, depende do cumprimento, em forma de ações sociais, dos direitos previstos pela Constituição. Assim sendo, a Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional apresenta aos cidadãos princípios de igualdade que devem reger as instituições de ensino, em geral. Esse comando legal, apesar de pregar a isonomia de condições para o acesso e a permanência do aluno na escola, descumpre o seu papel referente às pessoas cegas. Isso se deve pela ineficiência do poder público na inserção heterogênia nas escolas, o que corrobora os desafios educativos no Brasil.
Portanto, é fundamental que os impasses para a inclusão educativa de PCD’s visual sejam solucionados. Desse modo, as instituições de ensino e o Estado devem incentivar a diversidade em sala de aula, por meio de palestras e exercícios que exponham as condições dessa comunidade, além de investir em profissionais que a atendam. Essas ações promoverão a alteridade, a empatia, a dignidade humana e mudanças sociais, segundo Mandela.