Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil

Enviada em 19/08/2024

Com base no artigo 28 da Constituição, um aluno portador de deficiência precisa ter acesso à educação profissional. Apesar de conhecermos as leis, sabe-se que nem sempre ocorre o perfeito cumprimento de suas palavras, por esse motivo deve-se pensar sobre os desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil. Eventualmente, ao tratar do imbróglio, é necessário abordar sobre a falta de investimento ligado a educação inclusiva e negligência e desinteresse na proposta.

Em primeira análise, a falta de investimento voltada à área da educação inclusiva é um problema quando se trata de integrar a população cega em um ambiente digno e funcional. Durante o enredo do filme “Eu não quero voltar sozi-nho” acompanhamos a história de um garoto invisual, que, durante suas aulas, uti-lizava uma máquina de escrever muito antiga em suas aulas, pois só dessa forma o mesmo conseguia escrever o solicitado. Após a análise do filme, percebe-se que apesar da constante evolução computacional ainda falta investimento específico para a obtenção de algo mais tecnológico e eficaz para a educação dessas pessoas.

Ademais, a ignorância do ser humano leva a interrupção de seu processo evolutivo, pois a falta de interesse em melhorar a qualidade de vida daqueles que passam por tais situações também acarreta no futuro mercado de trabalho e conquistas do nosso povo. Redigido pela filósofa hannah Arendt, a teoria da “banalidade do mal” diz respeito a atitude do homem de negligenciar a sua responsabilidade como ser, a fim de não arcar com as dificuldades ou as consequências de suas próprias ações, esse estudo reflete um dos motivos para a falta de projetos e formatações diferentes na área educacional a fim de integrar essa deficiência em salas de aula.

Em suma, com o objetivo de solucionar a problemática, o Poder legislativo Federal junto ao Ministério da Educação, órgão responsável por garantir o direito de todos os cidadãos do acesso a um ensino de qualidade no Brasil, devem produzir um projeto de lei que busque redirecionar parte do Produto Interno Bruto (PIB) para áreas de desenvolvimento tecnológico, para que dessa forma, novas maneiras de ensino sejam instauradas, com materiais e didáticas avançadas, a fim de facilitar a aprendizagem e obtenção de conhecimento dessas pessoas.