Desafios para a inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil
Enviada em 19/08/2024
A inclusão educacional de pessoas cegas no Brasil ainda se depara com diversos desafios, apesar do desenvolvimento da legislação e de políticas públicas visando à promoção da igualdade de oportunidades. Embora a Consituição Federal de 1988 e a Lei Brasileira de Inclusão – LBI Lei n. 13.146/2015 garantam o direito à educação sem qualquer discriminação, na realidade, pessoas cegas ainda enfrentam grandes desafios que dificultam o seu desenvolvimento acadêmico e social.
Os principais problemas se referem à acessibilidade, formação de profissionais e conscientização social. Primeiramente, deve-se ressaltar que a acessibilidade física e pedagógica ainda é o problema. Apesar de a legislação prever que as escolas devem ser acessíveis, a realidade contraria essa exigência, com diversas instituições de ensino completamente inadequadas. Não existe, ainda, equipamentos obrigatórios, ausência de piso tátil e sinalização braille, falta de tecnologias assistivas, entre outros. Além disso, a ausência de material didático, como por exemplo livros em braille ou audiolivros, compromete a capacidade de aprendizado. Sem ambos, a educação inclusiva é um ideal distante, não uma realidade possível. Em seguida, é possível mencionar a formação insuficiente de profissionais da educação. Muitos professores simplesmente não estão aptos a lidar com as necessidades de estudantes cegos.
Os cursos de formação de professores ainda são carentes para educação especial e uso de tecnologias assistivas em sala de aula, inadequando a preparação de docentes para lidar com tal diversidade. Assim, é improvável que a inclusão aconteça caso não sejam ensinados.
Dessa forma, o MEC precisa garantir programas de formação continuada obrigatória para os professores que atuam em todas as etapas de ensino, sobretudo, focando no uso de tecnologias assistivas e metodologias inclusivas e na distribuição de material pedagógico adaptado para todas as escolas públicas. Da mesma forma, campanhas de conscientização, que devem ser lançadas pelo governo em conjunto com ONGs, precisam ser iniciadas para combater o preconceito entre os alunos e sensibilizar tanto os alunos quanto a sociedade sobre a importância de uma educação inclusiva.